Artigo – A construção política e social do Brasil e as consequências para o Desenvolvimento Urbano

Por Osmar Faustino de Oliveira
(Mestrando em Desenvolvimento Urbano – UFPE | Especialista em Mercado de Capitais – UFRN |Graduado em Economia – UFRN)

A construção política e social do Brasil teve início com a colonização do país pelos europeus. Segundo Holanda (2006) a tentativa de implantação da cultura europeia em extenso território é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em consequências e que traz de países distantes nossas formas de convívio, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra. Bastante interessante essas suas palavras, pois resume o Brasil. Toda hierarquia funda-se necessariamente em privilégios, Portugueses e espanhóis parecem ter sentido vivamente a irracionalidade específica, a injustiça social de certos privilégios, sobretudo dos privilégios hereditários. O prestígio social, independente do nome herdado, manteve-se. O Brasil não foi teatro de nenhuma grande novidade. A mistura com gente de cor tinha começado amplamente na metrópole. Leia Mais

Artigo – Ganância dos bancos mantém juros altos mesmo com Selic baixa

 

Considerando que a Taxa Selic despencou de 14,25% para 6,5% – a maior baixa histórica – e que estamos com a inflação em queda a níveis nunca sentidos nos últimos 24 anos, sendo registrado agora em março um acumulado de 2,68% dos últimos 12 meses, não podemos admitir como sendo, pelo menos, razoável, as atuais taxas praticadas. Essas revelam a enorme ganância do Sistema Financeiro Nacional – SFN em manter as taxas de juros nas alturas. A manutenção dessas taxas pelos bancos só tem contribuído para a descapitalização das empresas, famílias e geração de um contingente de quase 60% da população brasileira endividada.

Agora em março, atropelando os limites da racionalidade, houve registro de novas altas nas taxas do cartão de crédito para 324% e o cheque especial continua com os juros extorsivos e abusivos. Uma verdadeira agiotagem institucionaliza e somente acompanhada pelo Banco Central do Brasil. Leia Mais

Artigo – A economia em ano eleitoral

 

Em artigo anterior, publicado neste conceituado Jornal, comentei sobre a lamentável ausência de um Macro Plano Estratégico  de Desenvolvimento para a economia brasileira. Ou seja, um Plano de Estado  ──  e não um Plano de governo. A história registra casos de países como a Alemanha e o Japão, completamente arrasados durante a Segunda Guerra Mundial, que recuperaram suas economias através da adoção de Planos Decenais de Desenvolvimento.

Os termos Crescimento Econômico e Desenvolvimento Econômico parecem, à primeira vista, palavras semelhantes  e que tratam de concepções de caráter exclusivamente acadêmico. Mas, não é bem assim. Apesar de terem, na verdade, essa conotação, porém na prática existe entre eles uma diferença acentuadamente distinta.  Crescimento Econômico é entendido como sendo o aumento da capacidade produtiva de bens e serviços da economia de um País, Estado ou Região, num determinado período de tempo, cujo resultado contribui consequentemente para o aumento do Produto Interno Bruto ── PIB.  Já o termo Desenvolvimento Econômico é mais abrangente, posto que, além do simples aumento nas quantidades de bens e serviços produzidos por uma economia, implica em expressivas mudanças que resultem na melhoria da qualidade de vida da população. Isso quer dizer a elevação do nível de bem-estar social, através de melhores padrões de educação, saúde, habitação, transporte, segurança pública, emprego, renda, entre outros. Leia Mais