Salve 1º de maio, Dia do Trabalho!

Em nossa singela homenagem à classe trabalhadora nacional – apesar de não termos muito a comemorar – celebramos a enorme dignidade dos esforços e perseverança da laboriosa força de trabalho dos milhões de brasileiros.

Com a atual realidade, na qual alguns direitos foram suprimidos pela modernização da legislação trabalhista, atingimos a marca de mais de 13 milhões de desempregados, além de uma legião de subempregados e desalentados. Outra situação vergonhosa, infelizmente, é notarmos ainda a existência de trabalho escravo e a exploração infantil em pleno século XXI – inclusive com os aparatos tecnológicos e desenvolvimento que poderiam ajudar a transformar tal realidade.

Já os baixos salários e o grau de escolaridade aparecem como resultados desoladores, pois quase não evoluíram entre os operários. Sendo estes fatores, frutos do pouco investimento na qualificação profissional dos trabalhadores. O que gera como consequência, a notória “baixa produtividade”, que atua como um dos maiores entraves à retomada consistente do crescimento sustentável nacional.

Por essas e outras questões é que o Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte – CORECON/RN e seus economistas ressaltam e cobram, incansavelmente, para que tais sejam discutidas no cenário nacional, principalmente após as reformas trabalhistas e, consequentemente, mediante a aproximação do período de campanha eleitoral que acontece neste ano em todo o Brasil.

É extremamente necessário que tenhamos um efetivo protagonismo junto as classes trabalhadoras e sua integração à sociedade civil organizada, empresários, gestores públicos e legisladores, pois compreendemos que a chamada modernização das leis trabalhistas  – que carrega alguns acertos – , mas, em sua maioria, desacertos que requerem ajustes e adequações, para obtermos ganhos na produtividade e condições de trabalho mais dignas que rendam benefícios que possam ser partilhados entre patrões e empregados – para o bem de todos.

Somente obteremos um crescimento sustentável nacional, via aumento da produtividade e efetiva baixa dos juros extorsivos do concentrado sistema financeiro do Brasil. Fator esse que escraviza o sistema de produção ao rentismo e desestimula os investimentos pelos altíssimos juros e spreads praticados pelos bancos, que dissipam a economia e os cofres públicos em suas assombrosas dívidas públicas dos estados e país.

Já está mais do que na hora do Governo Temer, dito reformista, que da mesma forma que foi capaz de estabelecer um teto para os gastos da Educação, Saúde e Segurança por 20 anos, aprove igualmente um teto para os limites dos extorsivos juros bancários. Nada mais justo e óbvio que seja estabelecido um limite percentual sobre a variação da taxa Selic, como teto, pois não se concebe uma taxa despencada de 14,25% para 6,5% junto com a inflação – a mais baixa desde o plano real para 2,68%. Dessa maneira os bancos continuarão ‘surfando’ à custa dos trabalhadores, da classe produtiva empresarial e do próprio governo.

Enquanto continuar prevalecendo a ganância do sistema financeiro nacional, o trabalhador brasileiro terá pouco a celebrar, principalmente no Dia do Trabalho. Enquanto isso, os dias permanecerão favoráveis a comemoração e lucro aos banqueiros – no rentismo, sem esforços.

Apesar de tudo, o CORECON/RN deseja a todos, um feliz Dia do Trabalho!

Econ. Ricardo Valerio Costa Menezes

Presidente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte – CORECON/RN

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