Corecon-RN Observatório Covid-19: Salve o Dia do Trabalho. Xô Covid-19.

No momento em que metade da população Mundial está confinada em isolamento social e sem poder trabalha em função da pandemia, as comemorações do DIA DO TRABALHO 2020, será sem passeatas, festas e aglomerações.

Mas certamente, aproveitando a ausência de festividades e protestos habituais de todos os anos, o momento levará a todos, trabalhadores e empresários, a muitas “Reflexões“, tendo em vista, que o pós-Coronavírus,  haverá gobalmente uma nova ordem social, produtiva, econômica e tecnológica, onde o Fator Trabalho, sofrerá profundas transformações nas relações e modalidades inovadoras, tais como estamos vivenciado no atual laboratório do Home Office.

O mundo e as economias das grandes potências paralisadas, a humanidade doente e assombrada diante de um vírus quase invisível, os PIBs e bolsas de valores derretendo, o petróleo sobrando e com preços negativo, mas só não perdeu o valor a força do Trabalho. É verdade que vamos perder muitos mercados e empregos formais, porém, será através dos trabalhadores, dos autônomos e o dos informais, que a economia e a vida irão se reinventar numa nova ordem produtiva, social e trabalhista.

Enquanto o mundo já sepultou mais de 230 mil pessoas e as expectativas são de enterrar mais de 1,6 Bilhões de desempregados, em todos os continentes, o momento de fato é de tristeza e lamentações, também de avaliações da arrogância e intolerância entre os países e os povos.

Já no Brasil choramos diariamente os nossos, já quase, 6 mil mortos e temos a triste expectativas de pulverizar cerca de 5 milhões de empregos nos próximos meses. Vamos saltar de uma taxa de 12% para mais de 16%, ficando com um contingente de mais de 17 milhões de desempregados, dos quais 80% os trabalhadores de menores salários, baixa qualificação e os mais vulneráveis e com os trabalhos mais precaritizados, lamentavelmente vão engrossar os mais de 38 milhões de informais.

Diante desse cenário, só nos resta projetar o aumento substancial das desigualdades sociais, caminhando para termos mais de 60 milhões de vulneráveis. Haja visto, a busca desesperada de trabalhadores informais e autônomos, que lotam as avenidas em longas filas em frente da Caixa Econômica em perigosas aglomerações para receber ou se cadastrar no Auxílio Emergencial.

Aliás, as nossas esperançase reivindicações do Corecon-RN – Conselho Regional de Economia, é que com as mudanças nas relações de trabalho e inevitável aumento da pobreza no Brasil ampliada pelos efeitos da pandemia, que possamos utilizar o período pós-Covid-19, para praticar um laboratório para criação de uma política pública de renda mínima, agora que o país descobriu os mais de 60 milhões de invisíveis e vulneráveis, revelados pelas tentativas de acesso aos benefícios do Auxílio Emergencial.

Desta forma, a exemplo da Bolsa Família e do Cadastro Único, a União após uma filtragem nos cadastros emergenciais atuais, deveria manter o pagamento mensal dos R$ 600 reais a título de uma política social de renda mínima, que inclusive iria estimular ampliação do mercado consumidor e a segurança alimentar e social da camada mais vulneráveis da economia submersa do Brasil.

Assim, frente a este cenário e na certeza que as transformações sociais e tecnológicas vão impactar fortemente na nova ordem econômica global, temos convicções que jamais a força do capital trabalho será substituído pela natureza da intelectualidade dos trabalhadores, pois o trabalho continuará eternamente sendo fonte da dignidade humana.

Salve o Dia do Trabalho. Xô Covid-19.

Por Ricardo Valério – Economista
Presidente do Corecpn-RN

 

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