Sem fôlego, Nordeste cresce metade do Brasil

Por Ana Conceição 

O crescimento da economia nordestina ficou abaixo da média nacional em 2018 e o mesmo deve ocorrer neste ano, embora se espere uma aceleração significativa da atividade local em 2019. Com problemas estruturais antigos, que o levam a ter a maior parte dos empregos no mercado informal e ser mais dependente dos programas de transferências de recursos da União que outras regiões, o Nordeste ainda enfrentou problemas conjunturais, como uma seca histórica e o adiamento ou cancelamento de projetos de infraestrutura por causa da crise. 

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Corecon/RN faz doação de acervo com mais de 5 mil livros para FACEM/UERN

Em sessão plenária realizada nesta segunda-feira (11), no Corecon-RN, os Conselheiros aprovaram a iniciativa do próprio Conselho Regional de Economia, de fazer doação de mais 5 mil livros de economia, do acervo Bibliográfico Jomar Alecrim para a UERN, conforme foi proposto no final da gestão do presidente Ricardo Valério no ano passado, na conclusão do seu mandato findo em dezembro de 2019. 

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Democracia e Direitos Humanos será tema da palestra de Leonardo Boff Na Trilha da Democracia

Em tempo de ruptura com a normalidade democrática, a relação entre “Democracia e Direitos Humanos” será tema da palestra do escritor e teólogo Leonardo Boff na 10ª edição do projeto Na Trilha da Democracia.

O evento, marcado para o próximo dia 13 de março, às 19h, no auditório Otto Brito de Guerra, prédio da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é gratuito, aberto ao público e integra o ciclo de discussões que o ADURN-Sindicato, o SINDIPETRO-RN e a Frente Brasil Popular têm promovido desde o ano de 2016. 

A expectativa é de que a iniciativa amplie o diálogo com a sociedade brasileira para encontrar soluções para o país sair da crise política e econômica que mergulhou desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, quando oposições à direita não aceitaram o fato de não contarem com o apoio da maioria da sociedade, e se aprofundou com o desrespeito à Constituição e consequente negação da democracia.

Leonardo Boff

Leonardo Boff (*1938) doutorou-se em teologia pela Universidade de Munique. Foi professor de teologia sistemática e ecumênica com os Franciscanos em Petrópolis e depois professor de ética, filosofia da religião e de ecologia filosófica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Conta-se entre um dos iniciadores da teologia da libertação. É assessor de movimentos populares. Conhecido como professor e conferencista no país e no estrangeiro nas áreas de teologia, filosofia, ética, espiritualidade e ecologia. Em 1985 foi condenado a um ano de silêncio obsequioso pelo ex-Santo Ofício, por suas teses no livro Igreja: carisma e poder (Record).

Escreveu vários livros e foi agraciado com vários prêmios. Entre as obras, Ecologia: grito da Terra, grito do pobre (Sextante), pelo qual recebeu o prêmio Sérgio Buarque de Holanda como o melhor ensaio social do ano de 1994 e, em 1997, nos EUA foi considerado um dos três livros publicados naquele ano que mais favorecia o diálogo entre ciência e religião.

Junto com Mark Hathaway escreveu The Tao of Liberation. Exploring the Ecogoy of Transformation com Prefácio de Fritjof Capra, ganhando a medalha de ouro da instituição Nautilus para criatividade intelectual e o primeiro lugar do livro religioso do ano.

Recebeu os títulos de dr.honoris causa em política pela Universidade de Turin em 1991, dr.honoris causa em teologia pela Universidade de Lund (Suécia) em 1992 e dr.honoris causa em teologia, ecumenismo, direitos humanos, ecologia e entendimento entre os povos pelas Faculdades EST de São Leopoldo em 2008 e dr.horis pela Cátedra del Água da Universidade de Rosário na Argentina em 2010.  Em 2008 pela Universidade de São Carlos em Guatemala e pela Universidade de Cuenca no Equador, recebeu o título de Professor Honorário.

Foi assessor da Presidência da Assembleia da ONU ao tempo da administração de Miguel d’Escoto Brockmann (2008-2009) e participa atualmente do grupo de reforma da ONU, especialmente quanto à Declaração Universal do Bem Comum da Terra e da Humanidade.

Serviço

Data: 13 de março de 2019

Hora: 19h

Local: Auditório Otto Brito de Guerra, campus central da UFRN

Jean Paul Prates relata projetos que impulsionam a economia e promovem avanços sociais

11/03/2019 POR RICKBORGES

Maioria das propostas está em análise na Comissão de Assuntos Econômico do Senado. Entre as medidas, uma que permitirá a expansão da malha ferroviária nacional

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) está à frente da relatoria de quatro projetos que podem ter grande impacto no desenvolvimento do país e contribuir para a preservação do meio ambiente. Os projetos afetam a economia nacional, passando pela ampliação da malha ferroviária, a expansão da banda larga de internet, a preservação da caatinga e define educação cidadã.

Entre as propostas, o projeto de lei 261/2018 autoriza à iniciativa privada ou consócios a construção e a operação de linhas ferroviárias no país sem a necessidade de investimentos do Estado. O projeto é de autoria do senador José Serra (PSDB-SP).

Caso seja aprovada, essa proposta promoverá uma revitalização da malha ferroviária nacional, ampliando sua extensão pelos próximos anos. “Se o Estado não pode realizar investimentos, mas empreendedores privados têm interesse em retomar o uso das ferrovias no estado para escoar a produção, por que o governo não pode autorizar a exploração do serviço”, afirma o senador petista.

Jean Paul acredita que o projeto pode representar para o Rio Grande do Norte um impulso econômico importante, revitalizando a malha ferroviária no estado. As linhas férreas potiguares foram construídas no final do século 19, e interligavam Mossoró a Alexandria, Macau a Ceará-Mirim e Parnamirim a Nova Cruz.

Telefonia
Outra proposta que será relatada pelo senador norteriograndense destina recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) à ampliação da cobertura de telefonia móvel e banda larga no país. O projeto de lei 125/2017, de autoria do senador Otto Alencar (PSD-BA), também está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos. “O Brasil precisa ampliar a universalização do serviço de telecomunicações, principalmente de banda larga”, avalia Jean Paul.

A proposta do senador baiano permite que os recursos do fundo sejam aplicados na melhoria e na expansão de serviços prestados pela iniciativa privada, como telefonia móvel e serviços de banda larga. Também veda o contingenciamento dos recursos do fundo garantido, portanto, verbas necessárias para a expansão das redes e serviços de acesso à banda larga.

Caatinga
O senador Jean Paul Prates também será relator do projeto de lei que institui a Política de Desenvolvimento Sustentável da Caatinga, bioma considerado o mais biodiverso do planeta. De autoria do ex-senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), o projeto 222/2016, trata da preservação e da redução das desigualdades sociais no território da caatinga, além de promover o desenvolvimento sustentável. A proposta está em análise na Comissão de Meio Ambiente do Senado.

Jean Paul destaca que é preciso defender a conservação e o uso sustentável dos recursos ambientais da caatinga. “É necessário fortalecer o processo de preservação deste bioma. Nos últimos anos, a caatinga vem sofrendo degradação e desmatamento, o que tem ocasionado a extinção de espécies da fauna e da flora, além da piora da qualidade de vida da população”, adverte o senador.

A caatinga ocupa área de 844.453 quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional, abrangendo os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Estimam-se que mais de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Educação
Tanto continuidade ao legado da ex-senadora Fátima Bezerra na área de educação, o senador Jean Paul será relator do projeto de lei 256/2018. A proposta de autoria da ex-senadora, hoje governadora do Rio Grande do Norte, estabelece o dia 10 de setembro como “Dia Nacional da Educação Cidadã” e o mês “Setembro Cidadão”. A proposta está em análise na Comissão de Educação, Cultura e Esporte.

Foto: Pedro França/Agência Senado

O BRASIL PRECISA MUDAR DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS PARA O FERROVIÁRIO

Por Ricardo Valério

Um vídeo, que anda nos últimos dias circulando pela internet, impressionando a todos pela a sua grandeza de transporte de carga racional e econômica, é de um trem que viaja da China para a Alemanha através do Cazaquistão, Rússia, Bielorrússia e Polônia, numa distância de 10.214km. A linha férrea começou a operar no dia 13 de junho do ano passado, puxando 200 vagões, mas com previsão para suportar até 300. O tempo da viagem é de 14 dias. Se for por navio, leva cerca de 60 dias. São 4 motores para puxar os 200 contêineres. 

É um espetáculo de solução racional e exemplo a ser seguido pela nosso país. As autoridades não despertam para a necessidade de adotar no Brasil, nem que seja via uma PPP – Parceria Público Privada.

Vejam e compare com o Brasil. Somos país continental, potência mundial na produção e exportação commodities, líder econômico da América Latina, mas temos como opção estratégica equivocada, de fazermos mais de 60% dos nossos fretes via transportes rodoviários. 

Além, de ser caro e arriscado, o transporte rodoviário, tornam as nossas BRs mais perigosa e cheias de caminhões disputando espaços com carros de passeios e ceifando vidas. 

Temos fretes caríssimos e paramos um país por 15 dias, provocando um caos nacional, mas, o Governo continua inclusive testando a paciência do povo, numa política equivocada de aumento sistemáticos dos combustíveis, ao invés de aumentar a nossa produção interna de petróleo, estabelecendo a perversa política, de termos que nos sujeitar a acompanha a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e do câmbio, sacrificando o povo e onerando nossos fretes e transporte de massa.

Mas, me causa espanto, nenhum Presidente da República até os dias atuais, nunca tiveram preocupado, com uma política de recuperação de fato e não só em intenções, da nossa malha ferroviária e aproveitamento do potencial intermodal que temos.  

Poderíamos ter no Brasil vias de integrações, entre as diversas formas de transportes viáveis: rodoviário, ferroviário e hidroviário, mas não aproveitamos nem os rios navegáveis que dispomos. 

Eis, mais de um motivo, dos nossos combustíveis caros e da perda de competitividade comercial brasileira, com Portos sucateados, estradas deterioradas e pedágios gravoso.

Como Economistas e cidadão, vou continuar insistindo, para que o Brasil, um dia desperte para necessidade, urgente, de troca do nosso sistema de transporte concentrado no rodoviário, pelo ferroviário e aproveitamento intermodal de cargas, interligando com as diversas formas de transporte, inclusive com nossos rios navegáveis. 

Econ. Ricardo Valério Costa Menezes 
Corecon-RN – 1336