Artigo – O termômetro da economia

Não tenhamos a menor dúvida de que os juros sempre foram ― e sempre serão ― o melhor termômetro utilizado para medir o nível de saúde da atividade econômica de um país.

Assim como em todo e qualquer ramo de atividade humana, na ciência econômica também existem dogmas, preconceitos e mitos. Na Idade Média, por exemplo, a cobrança de juros, também chamada de usura, constituía um problema ético e era terminantemente proibida pela Igreja Católica. Mas, foi somente com a expansão comercial e o desenvolvimento do capitalismo, no século XVI, que a cobrança de juros deixou de ser crime e passou a ser aceita e incorporada à ordem econômica então vigente. Leia Mais

Artigo – O Direito á Cidade

Por Osmar Faustino de Oliveira

(Economista – UFRN | Mestrando em Desenvolvimento Urbano – UFPE)

David Harvey (2012) em seu artigo “O direito a cidade” aponta que a urbanização desempenhou um papel decisivo na absorção de capitais excedentes em escala geográfica sempre crescente, mas ao preço do explosivo processo de destruição criativa que tem desapropriado as massas de qualquer direito à cidade. O planeta como lugar construído colide com o “planeta das favelas”. O autor indaga se o processo de urbanização é realmente bom para a sociedade. Pois bem, há os pontos negativos, como ele mesmo (Harvey, 2012) argumenta que a urbanização sempre foi um fenômeno do capitalismo, dependente do excedente dos capitalistas. E que a urbanização depende do produto excedente que eles visam ganhar. Mas, para isso, é preciso mão-de-obra barata, se na própria cidade as pessoas não aceitarem os salários impostos pelos capitalistas, estes iriam preferir contratar os imigrantes. Isso é bastante comum nas regiões metropolitanas, pois a população que reside em pequenas cidades vão em busca de oportunidades de emprego. Então, aceitam qualquer salário para trabalhar, pois no interior não há oportunidades de trabalho para estes indivíduos. Isto é o sistema capitalista, a busca pela mais-valia que como diria Marx gera uma favelização das cidades. Leia Mais

Artigo – A mais urgente das reformas

Por Alcyr Veras

(economista e professor universitário)

Por que continuar insistindo num modelo de sociedade, cujo transcorrer do tempo já demonstrou que está desatualizado e obsoleto? Vivemos um modelo institucional-burocrático, conservador e retrógrado, que não se alinha com a modernidade. Nesse cenário, o setor público e o privado apresentam-se como intoleráveis adversários entre si. Uma sociedade não pode progredir num ambiente em que as Instituições e o Sistema Produtivo, em lugar de serem aliados, são antagonistas. Esse é o modelo que vem se repetindo Brasil afora, durante mais de um século.

Mesmo com a Nova República, instalada pelo Golpe de Estado de 1930, e que se estendeu até 1945 (período também chamado de “Estado Novo”), na realidade nada de novo aconteceu com relação à mudança na estrutura do modelo governamental brasileiro. A única alteração, é que saiu a oligarquia café-com-leite (Minas Gerais e São Paulo) e entrou a oligarquia gaúcha formada pelo grupo de Getúlio Vagas.

Confira artigo na íntegra: Artigo por Alcyr Veras – A mais urgente das reformas

Artigo: NA CONTRA–MÃO DO CRESCIMENTO

Por ALCYR VERAS

(economista e professor universitário)

 

Diante de uma escorchante cobrança de impostos, que não pára de crescer, o brasileiro sente-se em completa orfandade. Não tem como se proteger do voraz apetite tributário.

A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entidade internacional com sede em Paris, formada por 33 países, afirma que o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, tomando como parâmetro o tamanho de seu Produto Interno Bruto – PIB. Por sua vez, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a famigerada carga tributária brasileira pode chegar este ano a 37.0% do valor do PIB, estando à frente de países como os Estados Unidos, Canadá, Japão e Reino Unido. A diferença é que nesses países o contribuinte recebe do Governo, como contrapartida, serviços públicos de primeira qualidade. Essa previsão faz sentido, considerando-se que esse mesmo Instituto, através da Associação Comercial de São Paulo, divulgou na semana passada, que no período dos últimos 12 meses (de setembro de 2016 a setembro de 2017), o montante de impostos pagos pelos brasileiros aumentou em média 8%, chegando à casa de 1,5 trilhão de reais. Insaciável, o Governo agora quer mais, pois pretende aumentar as alíquotas do PIS e COFINS, sempre sob o surrado e falso pretexto das “frustrações de receitas”. Leia Mais

Artigo – Milton Santos e sua visão sobre o Espaço

Por Osmar Faustino de Oliveira

E-mail:  osmarfaustino@yahoo.com.br

(Economista graduado pela UFRN | Mestrando em Desenvolvimento Urbano – UFPE)

Milton Santos entende que todas as coisas do mundo é uma forma de espaço. Já Lefébvre trabalha mais com o local. Milton Santos afirma que o capital produz e se reproduz na produção do espaço, o autor possui um visão Marxista. A ideia de Milton Santos é que a paisagem é algo que fica impresso e que o homem produz espaço, significando o espaço um conjunto de fotografias. Com isso, o homem produz espaço o tempo todo.

Então a paisagem é um conjunto do tempo, ou seja, em que está em constante mudança. A paisagem é produzia, enquanto o espaço, está em constante produção. Ou seja, o espaço é produzido toda hora, sendo este, formado por objetos, só que é o espaço que define os objetos produzidos. A reconfiguração espacial não é espaço, pois sua materialidade, enquanto espaço aglomera a materialidade e a vida que aquece.

Leia na íntegra: Artigo por Osmar Faustino – Milton Santos e sua visão sobre o Espaço

CORECON/RN analisa ‘Radiografia do Endividamento Das Famílias’ realizada pela FecomércioSP

Artigo por Ricardo Valério De Costa Menezes
(Presidente do CORECON/RN)

Natal aparece como a quinta cidade com maior endividamento do país

É preocupante a avaliação do cenário da pesquisa divulgada pela FecomércioSP – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, no dia 29 de setembro, ainda que se reportem a dados apurados em 2016, mas seguramente não devemos ter evoluído.

É até provável que estejamos indo de encontro e em um estágio pior, devido ao prolongamento dos atrasos dos salários e, como se não bastasse, tem a Prefeitura Municipal do Natal que vem pagando, também, em atraso, embora em menor escala se comparado ao Governo.

Entre as tantas conclusões, dos múltiplos números levantados com base em dados do Banco Central do Brasil e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que sinalizaram a capital do Rio Grande do Norte como a quinta mais endividada do país, sendo em média 75% da população com dívidas registradas. Na visão do CORECON, destacam-se as seguintes observações: Leia Mais

Artigo – A Previdência Rural e sua Importância para as Famílias Pobres no Nordeste: Resultados de um estudo de caso no Rio Grande do Norte

Por
Rusiano Paulino de Oliveira (Economista. Especialista em Geo-História do Rio Grande do Norte (UERN). Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Urbanos e Regionais (PPEUR/UFRN). rusiano.paulino@gmail.comJoacir Rufino de Aquino (Economista. Mestre em Economia Rural e Regional (UFCG). Professor Adjunto IV do Curso de Economia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN/Campus de Assú). joaciraquino@yahoo.com.br )

1 Introdução

A Previdência Social no Brasil, apesar de ter surgido na década de 1920, apresentou um baixo grau de atendimento da população do campo durante boa parte do século XX. Na verdade, somente com a promulgação da Constituição Federal de 1988 e a implementação das leis de custeio da seguridade social ainda no governo do presidente Fernando Collor de Mello é que se verifica a extensão de seus benefícios para os trabalhadores rurais e para o segmento da agricultura familiar (BELTRÃO; OLIVEIRA; PINHEIRO, 2000; DELGADO; CARDOSO JR., 2001). Leia Mais

Publicação – O Financiamento Público da Produção Agroecológica e Orgânica no Brasil: Inovação Institucional, Obstáculos e Desafios

O professor Joacir Rufino de Aquino, do Curso de Economia da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte – UERN/Campus de Assú e Delegado do Conselho Regional de Economia- CORECON/RN teve artigo publicado no livro do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), sobre “A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil”. Joacir, junto a Márcio Gazolla (UTFPR) e Sérgio Schneider (UFRGS) escreveram o capítulo 6 do livro, que trata das linhas de crédito destinadas ao financiamento da produção de alimentos agroecológicos e orgânicos no país.

ConfiraO Financiamento Público da Produção Agroecológica e Orgânica no Brasil Inovação Institucional – Obstáculos e Desafios

Livro na íntegra: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/144174_politica-nacional_WEB.PDF

Artigo – Será que o Brasil tem solução?

 

Por Osmar Faustino de Oliveira
(Economista graduado pela UFRN; Mestrando em Desenvolvimento Urbano – UFPE)

Vivemos uma crise econômica que está afetando todo o país, cada brasileiro está sentindo na pele o que está ocorrendo no país. Mas não é só isso! Essa crise tem origem da crise política na qual o Brasil se encontra. Os governantes do nosso país não estão de fato colaborando para o desenvolvimento da nação. Existe muitos atores envolvidos, a falsa mídia comprada pelos donos do dinheiro, querendo alienar as pessoas do que é certo e errado, os políticos corruptos comprados pelos dono do dinheiro, é uma calamidade que está afetando todo mundo. Leia Mais