Salve 1º de maio, Dia do Trabalho!

Em nossa singela homenagem à classe trabalhadora nacional – apesar de não termos muito a comemorar – celebramos a enorme dignidade dos esforços e perseverança da laboriosa força de trabalho dos milhões de brasileiros.

Com a atual realidade, na qual alguns direitos foram suprimidos pela modernização da legislação trabalhista, atingimos a marca de mais de 13 milhões de desempregados, além de uma legião de subempregados e desalentados. Outra situação vergonhosa, infelizmente, é notarmos ainda a existência de trabalho escravo e a exploração infantil em pleno século XXI – inclusive com os aparatos tecnológicos e desenvolvimento que poderiam ajudar a transformar tal realidade. Leia Mais

Artigo – A construção política e social do Brasil e as consequências para o Desenvolvimento Urbano

Por Osmar Faustino de Oliveira
(Mestrando em Desenvolvimento Urbano – UFPE | Especialista em Mercado de Capitais – UFRN |Graduado em Economia – UFRN)

A construção política e social do Brasil teve início com a colonização do país pelos europeus. Segundo Holanda (2006) a tentativa de implantação da cultura europeia em extenso território é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em consequências e que traz de países distantes nossas formas de convívio, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra. Bastante interessante essas suas palavras, pois resume o Brasil. Toda hierarquia funda-se necessariamente em privilégios, Portugueses e espanhóis parecem ter sentido vivamente a irracionalidade específica, a injustiça social de certos privilégios, sobretudo dos privilégios hereditários. O prestígio social, independente do nome herdado, manteve-se. O Brasil não foi teatro de nenhuma grande novidade. A mistura com gente de cor tinha começado amplamente na metrópole. Leia Mais

Artigo – Ganância dos bancos mantém juros altos mesmo com Selic baixa

 

Considerando que a Taxa Selic despencou de 14,25% para 6,5% – a maior baixa histórica – e que estamos com a inflação em queda a níveis nunca sentidos nos últimos 24 anos, sendo registrado agora em março um acumulado de 2,68% dos últimos 12 meses, não podemos admitir como sendo, pelo menos, razoável, as atuais taxas praticadas. Essas revelam a enorme ganância do Sistema Financeiro Nacional – SFN em manter as taxas de juros nas alturas. A manutenção dessas taxas pelos bancos só tem contribuído para a descapitalização das empresas, famílias e geração de um contingente de quase 60% da população brasileira endividada.

Agora em março, atropelando os limites da racionalidade, houve registro de novas altas nas taxas do cartão de crédito para 324% e o cheque especial continua com os juros extorsivos e abusivos. Uma verdadeira agiotagem institucionaliza e somente acompanhada pelo Banco Central do Brasil. Leia Mais

Artigo – A economia em ano eleitoral

 

Em artigo anterior, publicado neste conceituado Jornal, comentei sobre a lamentável ausência de um Macro Plano Estratégico  de Desenvolvimento para a economia brasileira. Ou seja, um Plano de Estado  ──  e não um Plano de governo. A história registra casos de países como a Alemanha e o Japão, completamente arrasados durante a Segunda Guerra Mundial, que recuperaram suas economias através da adoção de Planos Decenais de Desenvolvimento.

Os termos Crescimento Econômico e Desenvolvimento Econômico parecem, à primeira vista, palavras semelhantes  e que tratam de concepções de caráter exclusivamente acadêmico. Mas, não é bem assim. Apesar de terem, na verdade, essa conotação, porém na prática existe entre eles uma diferença acentuadamente distinta.  Crescimento Econômico é entendido como sendo o aumento da capacidade produtiva de bens e serviços da economia de um País, Estado ou Região, num determinado período de tempo, cujo resultado contribui consequentemente para o aumento do Produto Interno Bruto ── PIB.  Já o termo Desenvolvimento Econômico é mais abrangente, posto que, além do simples aumento nas quantidades de bens e serviços produzidos por uma economia, implica em expressivas mudanças que resultem na melhoria da qualidade de vida da população. Isso quer dizer a elevação do nível de bem-estar social, através de melhores padrões de educação, saúde, habitação, transporte, segurança pública, emprego, renda, entre outros. Leia Mais

Artigo – O preço da omissão e da impunidade

Por Alcyr Veras

(economista e professor universitário)

 

A apática campanha que a TV Globo vem levando ao ar, nessas duas últimas semanas, utilizando o ingênuo e colegial slogan “Que Brasil você quer para o futuro ?”, é do tipo água com açúcar e desprovido de convencimento. Mas, pelo menos, a boa intenção superou a falta de criatividade.

Sobre esse tema, em artigo de minha autoria, publicado neste Jornal no mês de novembro passado, com o título “O Melhor para o Brasil”, comentei que a questão mais recorrente e preocupante é quando perguntamos: que modelo de sociedade queremos para o Brasil?  Nessa mesma época, em entrevista, o Senador Cristovam Buarque declarou: “antes de escolher os candidatos nas próximas eleições de 2018, é preciso, em primeiro lugar, definir o futuro que desejamos para o nosso país. Queremos governantes e políticos fora das páginas policiais. As obras devem atender os interesses da população e não das empreiteiras” – concluiu. Leia Mais

Artigo – Inócua reunião do Fórum Mundial

Por Alcyr Veras

(Foto – economista e professor universitário)

Com um discurso em tom neonacionalista, o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi, abriu a 48ª Reunião do Fórum Econômico Mundial, realizada na semana passada em Davos, na Suíça, dizendo  que este não é o momento para falar em construção de “muros e isolamentos”, numa clara alusão à discriminativa política de Donald Trump, diante de sua neurótica insistência em construir um muro alto separando os Estados Unidos do México. E o pior: ele quer que os mexicanos paguem as despesas com a construção do bizarro muro.

Para alguns observadores, a medíocre reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, não passa de um faustoso encontro Turístico entre chefes de Estado, Ministros e Secretários, realizados nos Alpes Suíços, cuja despesa é bancada com o dinheiro do contribuinte. Para outros, de cunho crítico ferrenho, trata-se mesmo de uma farra, evento do tipo “engana trouxa”, sob a chancela dos países ricos querendo fazer o mundo acreditar em coisas que eles próprios não acreditam.

Abordando temas como o aquecimento global e pedindo que as Nações ricas, mais poluidoras do planeta, paguem pelos estragos que causam ao meio ambiente, Narendra defende políticas que reduzam as desigualdades socioeconômicas, adotando o modelo que ele chama de multipolar (numa referência ao antigo “bipolarismo” entre Estados Unidos e Rússia na época da “guerra fria”). Acha necessário que as Nações cooperem entre si, e não hajam como se estivessem numa acirrada competição de guerra. Leia Mais

Artigo – O termômetro da economia

Não tenhamos a menor dúvida de que os juros sempre foram ― e sempre serão ― o melhor termômetro utilizado para medir o nível de saúde da atividade econômica de um país.

Assim como em todo e qualquer ramo de atividade humana, na ciência econômica também existem dogmas, preconceitos e mitos. Na Idade Média, por exemplo, a cobrança de juros, também chamada de usura, constituía um problema ético e era terminantemente proibida pela Igreja Católica. Mas, foi somente com a expansão comercial e o desenvolvimento do capitalismo, no século XVI, que a cobrança de juros deixou de ser crime e passou a ser aceita e incorporada à ordem econômica então vigente. Leia Mais

Artigo – O Direito á Cidade

Por Osmar Faustino de Oliveira

(Economista – UFRN | Mestrando em Desenvolvimento Urbano – UFPE)

David Harvey (2012) em seu artigo “O direito a cidade” aponta que a urbanização desempenhou um papel decisivo na absorção de capitais excedentes em escala geográfica sempre crescente, mas ao preço do explosivo processo de destruição criativa que tem desapropriado as massas de qualquer direito à cidade. O planeta como lugar construído colide com o “planeta das favelas”. O autor indaga se o processo de urbanização é realmente bom para a sociedade. Pois bem, há os pontos negativos, como ele mesmo (Harvey, 2012) argumenta que a urbanização sempre foi um fenômeno do capitalismo, dependente do excedente dos capitalistas. E que a urbanização depende do produto excedente que eles visam ganhar. Mas, para isso, é preciso mão-de-obra barata, se na própria cidade as pessoas não aceitarem os salários impostos pelos capitalistas, estes iriam preferir contratar os imigrantes. Isso é bastante comum nas regiões metropolitanas, pois a população que reside em pequenas cidades vão em busca de oportunidades de emprego. Então, aceitam qualquer salário para trabalhar, pois no interior não há oportunidades de trabalho para estes indivíduos. Isto é o sistema capitalista, a busca pela mais-valia que como diria Marx gera uma favelização das cidades. Leia Mais

Artigo – A mais urgente das reformas

Por Alcyr Veras

(economista e professor universitário)

Por que continuar insistindo num modelo de sociedade, cujo transcorrer do tempo já demonstrou que está desatualizado e obsoleto? Vivemos um modelo institucional-burocrático, conservador e retrógrado, que não se alinha com a modernidade. Nesse cenário, o setor público e o privado apresentam-se como intoleráveis adversários entre si. Uma sociedade não pode progredir num ambiente em que as Instituições e o Sistema Produtivo, em lugar de serem aliados, são antagonistas. Esse é o modelo que vem se repetindo Brasil afora, durante mais de um século.

Mesmo com a Nova República, instalada pelo Golpe de Estado de 1930, e que se estendeu até 1945 (período também chamado de “Estado Novo”), na realidade nada de novo aconteceu com relação à mudança na estrutura do modelo governamental brasileiro. A única alteração, é que saiu a oligarquia café-com-leite (Minas Gerais e São Paulo) e entrou a oligarquia gaúcha formada pelo grupo de Getúlio Vagas.

Confira artigo na íntegra: Artigo por Alcyr Veras – A mais urgente das reformas

Artigo: NA CONTRA–MÃO DO CRESCIMENTO

Por ALCYR VERAS

(economista e professor universitário)

 

Diante de uma escorchante cobrança de impostos, que não pára de crescer, o brasileiro sente-se em completa orfandade. Não tem como se proteger do voraz apetite tributário.

A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entidade internacional com sede em Paris, formada por 33 países, afirma que o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, tomando como parâmetro o tamanho de seu Produto Interno Bruto – PIB. Por sua vez, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a famigerada carga tributária brasileira pode chegar este ano a 37.0% do valor do PIB, estando à frente de países como os Estados Unidos, Canadá, Japão e Reino Unido. A diferença é que nesses países o contribuinte recebe do Governo, como contrapartida, serviços públicos de primeira qualidade. Essa previsão faz sentido, considerando-se que esse mesmo Instituto, através da Associação Comercial de São Paulo, divulgou na semana passada, que no período dos últimos 12 meses (de setembro de 2016 a setembro de 2017), o montante de impostos pagos pelos brasileiros aumentou em média 8%, chegando à casa de 1,5 trilhão de reais. Insaciável, o Governo agora quer mais, pois pretende aumentar as alíquotas do PIS e COFINS, sempre sob o surrado e falso pretexto das “frustrações de receitas”. Leia Mais