CORECON e CERNE se unem para auxiliar nas ideias de gestão ao Executivo do RN

Pensando em soluções para combater a desigualdade social, gerar crescimento econômico justo e preservar os recursos naturais em prol de um desenvolvimento sustentável, requer planejamento. E quando duas entidades analisam de forma semelhante, gera parceria. O conceito do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte – CORECON/RN e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia – CERNE são afins e, com isso, se unem para detalhar ideias, projetos e ações viáveis no intuito de sugerir aos candidatos do Poder Executivo norte-riograndense, agora em 2018.

Os respectivos presidentes Ricardo Valério (Corecon) e Jean-Paul Prates (Cerne) assinaram acordo de colaboração no dia 27 de abril durante o II Ciclo de Debates Econômicos, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Espaço, Trabalho, Inovação e Sustentabilidade – GEPETIS, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. Segundo o documento, um conselho diretor será formado para que a cooperação atue em análises do contexto estadual e na elaboração de ações, projetos e debates relacionados com o futuro socioeconômico do RN. Leia Mais

Artigo – O preço da omissão e da impunidade

Por Alcyr Veras

(economista e professor universitário)

 

A apática campanha que a TV Globo vem levando ao ar, nessas duas últimas semanas, utilizando o ingênuo e colegial slogan “Que Brasil você quer para o futuro ?”, é do tipo água com açúcar e desprovido de convencimento. Mas, pelo menos, a boa intenção superou a falta de criatividade.

Sobre esse tema, em artigo de minha autoria, publicado neste Jornal no mês de novembro passado, com o título “O Melhor para o Brasil”, comentei que a questão mais recorrente e preocupante é quando perguntamos: que modelo de sociedade queremos para o Brasil?  Nessa mesma época, em entrevista, o Senador Cristovam Buarque declarou: “antes de escolher os candidatos nas próximas eleições de 2018, é preciso, em primeiro lugar, definir o futuro que desejamos para o nosso país. Queremos governantes e políticos fora das páginas policiais. As obras devem atender os interesses da população e não das empreiteiras” – concluiu. Leia Mais

ATA e Carta Convite – Processo Licitatório para contratação dos serviços contábeis foi declarado DESERTO

Na tarde da terça-feira (20), os integrantes da Comissão de Licitações do CORECON/RN, Conselheiro Francisco de Assis R. da Silva, Presidente, Servidores Augusto de Oliveira Neto e José Dantas de Oliveira Filho, além do suplente, o Conselheiro Marco Frederico Carrera Simões,  dirigiram e julgaram, o processo licitatório 14.846/2018, na modalidade Carta Convite, destinado a selecionar a melhor proposta para contratação dos serviços contábeis. Leia Mais

Artigo – Inócua reunião do Fórum Mundial

Por Alcyr Veras

(Foto – economista e professor universitário)

Com um discurso em tom neonacionalista, o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi, abriu a 48ª Reunião do Fórum Econômico Mundial, realizada na semana passada em Davos, na Suíça, dizendo  que este não é o momento para falar em construção de “muros e isolamentos”, numa clara alusão à discriminativa política de Donald Trump, diante de sua neurótica insistência em construir um muro alto separando os Estados Unidos do México. E o pior: ele quer que os mexicanos paguem as despesas com a construção do bizarro muro.

Para alguns observadores, a medíocre reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, não passa de um faustoso encontro Turístico entre chefes de Estado, Ministros e Secretários, realizados nos Alpes Suíços, cuja despesa é bancada com o dinheiro do contribuinte. Para outros, de cunho crítico ferrenho, trata-se mesmo de uma farra, evento do tipo “engana trouxa”, sob a chancela dos países ricos querendo fazer o mundo acreditar em coisas que eles próprios não acreditam.

Abordando temas como o aquecimento global e pedindo que as Nações ricas, mais poluidoras do planeta, paguem pelos estragos que causam ao meio ambiente, Narendra defende políticas que reduzam as desigualdades socioeconômicas, adotando o modelo que ele chama de multipolar (numa referência ao antigo “bipolarismo” entre Estados Unidos e Rússia na época da “guerra fria”). Acha necessário que as Nações cooperem entre si, e não hajam como se estivessem numa acirrada competição de guerra. Leia Mais

Declaração ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF

Prezados (a) Economistas,

Comunicamos que prazo para envio da DECLARAÇÃO ao COAF vai até o dia 28 de fevereiro de 2018, para as pessoas físicas e jurídicas devidamente registradas nos Conselhos Regionais de Economia que exercem atividades de Economia e Finanças, de NÃO OCORRÊNCIA de fatos ou suspeições, que demandem comunicação ao COAF, no exercício de 2017, conforme determinação contida nos §3º e 4º, do Artigo 3º, da Resolução COFECON nº 1.902/2013. Tal Resolução é decorrente da LEI nº 9.613/1998, que dispõe sobre os crimes de lavagem ou ocultações de bens, direitos e valores. Leia Mais

Artigo – O termômetro da economia

Não tenhamos a menor dúvida de que os juros sempre foram ― e sempre serão ― o melhor termômetro utilizado para medir o nível de saúde da atividade econômica de um país.

Assim como em todo e qualquer ramo de atividade humana, na ciência econômica também existem dogmas, preconceitos e mitos. Na Idade Média, por exemplo, a cobrança de juros, também chamada de usura, constituía um problema ético e era terminantemente proibida pela Igreja Católica. Mas, foi somente com a expansão comercial e o desenvolvimento do capitalismo, no século XVI, que a cobrança de juros deixou de ser crime e passou a ser aceita e incorporada à ordem econômica então vigente. Leia Mais

CORECON/RN ganha ação e profissionais de economia poderão concorrer em vaga de concurso do ITEP

No mês de outubro, O Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte – CORECON/RN entrou com medidas judiciais contra o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 em relação ao edital que abre vagas para o Concurso Público que destina-se ao provimento de vagas existentes, sob regime estatutário, no quadro de servidores do instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte – ITEP, solicitando a inclusão do profissional de Ciências Econômicas, visto que continha o de Ciências Contábeis, ao qual, ambos, são capacitados para o cargo de Perito Criminal. Leia Mais

Artigo – O Direito á Cidade

Por Osmar Faustino de Oliveira

(Economista – UFRN | Mestrando em Desenvolvimento Urbano – UFPE)

David Harvey (2012) em seu artigo “O direito a cidade” aponta que a urbanização desempenhou um papel decisivo na absorção de capitais excedentes em escala geográfica sempre crescente, mas ao preço do explosivo processo de destruição criativa que tem desapropriado as massas de qualquer direito à cidade. O planeta como lugar construído colide com o “planeta das favelas”. O autor indaga se o processo de urbanização é realmente bom para a sociedade. Pois bem, há os pontos negativos, como ele mesmo (Harvey, 2012) argumenta que a urbanização sempre foi um fenômeno do capitalismo, dependente do excedente dos capitalistas. E que a urbanização depende do produto excedente que eles visam ganhar. Mas, para isso, é preciso mão-de-obra barata, se na própria cidade as pessoas não aceitarem os salários impostos pelos capitalistas, estes iriam preferir contratar os imigrantes. Isso é bastante comum nas regiões metropolitanas, pois a população que reside em pequenas cidades vão em busca de oportunidades de emprego. Então, aceitam qualquer salário para trabalhar, pois no interior não há oportunidades de trabalho para estes indivíduos. Isto é o sistema capitalista, a busca pela mais-valia que como diria Marx gera uma favelização das cidades. Leia Mais