O café da manhã do natalense ficou mais caro no primeiro semestre de 2025. Isso porque o pó de café, a margarina e o pão francês, três insumos populares e comuns na mesa dos consumidores, tiveram os maiores aumentos registrados entre janeiro e junho deste ano, segundo pesquisa do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal (Procon). Além deles, a carne de primeira e o pescado também fecham o top-5 de maiores aumentos registrados pelo órgão entre janeiro e junho de 2025.
“Essa alta acumulada de quase 6% [cesta básica de Natal acumulada em junho] tem sido fruto de uma alta que atinge o mercado como um todo. Temos a influência de elevação do dólar, temos as questões da sazonalidade, como o café, por exemplo. Estamos atravessando uma entressafra. As secas, geadas e queimadas tiveram impacto significativo sobre produção e o que é que acontece: quando o mundo todo passa por esse problema de entressafra, vai gerar uma alta na procura, o que faz com que os preços se elevem. Isso tem um reflexo direto no mercado interno, tanto que tivemos subidas significativas no café. É importante salientar que essa composição desses itens é de uma cesta básica que considera família de quatro pessoas”, explica o economista e ex-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), Helder Cavalcanti.







