Tendências recentes da agricultura familiar no Brasil e o paradoxo da pluriatividade

Carlos Alves do Nascimento; Joacir Rufino de Aquino; Mauro Eduardo Delgrossi

Os resultados do Censo Agropecuário 2017, divulgados no final de 2019 pelo IBGE, abriram os debates acerca das características e dos motivos da redução absoluta do contingente de agricultores familiares no Brasil vis-à-vis os números apresentados em 2006. Isso posto, o objetivo do presente artigo é se inserir nessa discussão e contribuir com a mesma a partir da utilização dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD (de 2006 a 2015) para avaliar a evolução do número de produtores pertencentes à agricultura familiar no país. Os resultados da pesquisa revelaram que a pluriatividade se tornou, em virtude da aplicação dos critérios da Lei da Agricultura Familiar de 2006, um elemento potencial de impedimento de uma parte expressiva das famílias de contas próprias serem classificadas como agricultura familiar, o que contribui para a sua retração nas estatísticas oficiais. Por sua vez, ao lado da agricultura familiar que comercializa parte de sua produção, o trabalho mostra que uma parcela crescente da categoria se dedica a atividades produtivas para o próprio consumo, exigindo políticas públicas de inclusão produtiva e de desenvolvimento rural.

FONTE: RESER

Economista Robespierre explica o grande volume de saque da caderneta de poupança

Na última terça-feira, 7 de setembro, o economista Robespierre do O’Procópio Diretor do Sindicato dos Economistas do Rio Grande do Norte – Sindecon-RN, falou aos jornalistas Emmily Virgilio e Paulo Martin no Bom Dia RN/Intertv sobre o aumento dos saques na caderneta de poupança.

No mês agosto o comportamento do brasileiro nas operações da caderneta de poupança mudou, houve mais saques que depósitos, interrompendo um ciclo virtuoso de 4 meses no qual os depósitos vinham superando os saques: “Nós estamos vivendo um momento de muitas incertezas, nós temos quebra de renda, nós temos inflação, nós temos a questão das pessoas tendo dificuldade para fechar o mês no seu orçamente, então com isso eles vão lá e sacam o que têm guardado na poupança. Por que a poupança? Porque é o lugar onde fica o dinheiro para as necessidades emergenciais…” explicou Robespierre.

Robespierre: brasileiro tem que fazer malabarismo para o orçamento caber dentro da renda

Na tarde, da última quinta-feira, dia 19, o economista Diretor do Sindicato dos Economistas do Rio Grande do Norte – Sindecon-RN -, Robespierre do O’Procópio, concedeu entrevista para o programa 12 em Ponto 98, da rádio FM 98, de Natal, capital potiguar, com os jornalistas Thiago Rebolo e Ana Karina Castro.

Pesquisa do IBGE revela que para 72% das famílias brasileiras não conseguem chegar até o final do mês com o dinheiro recebido, para cada 10 famílias 7 o dinheiro não dá para pagar todas as contas do mês, fazendo com que estas famílias empurrem suas dívidas para frente ou fazer malabarismos para não caírem no fosso inevitável da inadimplência.

“Realmente é uma realidade que o Brasil está passando hoje, depois da crise econômica que ele veio de 2015 pra cá, a renda do brasileiro vem reduzindo. Aí requer dos brasileiros uma certa, um malabarismo para poder conseguir fazer, a renda, o orçamento se encaixe dentro da renda”, explicitou, Robespierre.

Economista Robespierre fala sobre renda do trabalhador na pandemia

O economista, conselheiro do Corecon-RN e Diretor do Sindicato dos Economistas do Rio Grande do Norte – Sindecon-RN -, Robespierre do O’Procópio, em entrevista para Tv Tropical discorre os pontos positivos e negativos no que se refere a renda do trabalhador durante este período da pandemia.

Segundo o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a renda do brasileiro entre maio e junho do ano passado aumentou 8,6%, porcentagem atribuída ao Auxílio Emergencial do Governo Federal: “A pandemia ela pesou negativamente e positivamente. Positivamente porque ela num primeiro momento aumentou a renda do trabalhador, muitos trabalhadores ficaram desempregados e, na hora que ficaram desempregados tiveram acesso ao Auxílio Emergencial, isso aumentou a renda e aqueles que não ficaram desempregados acaba tendo um certo aumento de renda…”, pontuou, Robespierre.

Desafios para uma nova geração de políticas de agricultura familiar

Por Arilson Favareto e Joacir Rufino de Aquino

Enfrentar a ‘dívida digital’ existente no campo brasileiro deve ser prioridade na luta contra a pobreza rural. Nas áreas rurais, a internet e as tecnologias da informação ainda são bens escassos.

23/08/2021

A agricultura familiar é uma forma de produção e trabalho bastante presente no campo brasileiro. Conforme o último Censo Agropecuário do IBGE, o segmento representa 77% dos estabelecimentos rurais do país, gera ocupações para mais de 10 milhões de pessoas e responde por parcela expressiva da oferta de alimentos básicos consumidos pela população. Leia Mais

A Capacitação Virtual de Funcionários do Sistema Cofecon/Corecons

 

A vice-presidente do Cofecon, Denise Kassama, tem um CONVITE para todos vocês! A Capacitação Virtual de Funcionários do Sistema Cofecon/Corecons acontece nos dias 19 e 20 de agosto (próxima quinta e sexta-feira). A ideia é que todos os funcionários, prestadores de serviços, estagiários e conselheiros federais e regionais participem! Durante o evento, realizaremos a apresentação de projetos de Boas Práticas dos Corecons, com premiação de R$ 5.000 ou um notebook para o Corecon e um smartphone para o funcionário que apresentar a proposta. A partir do alinhamento das ações, esperamos nos tornar ainda mais fortes, falando a mesma língua, desenvolvendo as atividades com o mesmo padrão, trabalhando sempre no impacto positivo da Economia no nosso país. Contamos com vocês! Acesse, confira e inscreva-se! https://cofecon.org/funcionarios/

 

 

Agricultura familiar no Nordeste: olhares a partir do Censo Agro- pecuário 2017

A agricultura familiar é uma forma de produção e trabalho bastante pre- sente no campo brasileiro, embora tenha sido historicamente marginalizada. Mesmo assim, desde o final do século XX aconteceram muitos avanços em termos do reconhecimento institucional da importância econômica e social dessa categoria de produtores, tendo como marco a criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), em 1996. Leia Mais

Economista Robespierre sugere que demanda pressiona preço do combustível para cima ou para baixo

O economista Robespierre do O’Procópio, Diretor do Sindecon-RN, falou, nesta segunda-feira (19), ao RN2 IntertvCabugi, afiliada da Rede Globo, sobre os aumentos dos combustíveis e como funciona o mercado consumidor, no que tange a relação entre cliente e fornecedor, tendo este primeiro o poder de pressionar ou não a demanda fazendo com que isto seja significativo no aumento ou diminuição da produção do produto e consequentemente os preços tendem a acompanhar esta lógica.

O consumidor final pode mudar de comportamento o utilizando outro meio de transporte que não seja a gasolina, gás natural, Diesel, para isto usar bicicletas para curtos trajetos e assim, fugir do alto custo do preço, o qual se mostra no Rio Grande do Norte o segundo mais caro do país, perdendo apenas, para o estado do Acre: “ Na hora que o consumidor diminui o seu consumo de gasolina o posto vai vender menos, a distribuidora vai vender menos, a refinaria vai vender menos, então toda uma cadeia produtiva sofre com isso, a lei do mercado: A oferta está aqui e a demanda diminuiu, então vou ter que adequar a esta oferta. Como é que adequo? Diminuo a produção ou diminuo o preço”, expôs Robespierre.