O Brasil não é pobre: é mal distribuido

O presidente do Cofecon, Antonio Corrêa de Lacerda, concedeu entrevista à Agência Sindical para falar do arrocho do Presidente da República, Jair Bolsonaro, nos valores do auxílio emergencial. Na matéria intitulada “Professor Corrêa também vê risco de caos”, o presidente do Cofecon se mostrou crítico da redução, especialmente ante o agravamento da pandemia, a piora da economia e a queda na qualidade de vida dos brasileiros.

“Os pobres ficaram três meses sem auxílio, que agora dá apenas para trinta cafezinhos com leite, com pão e manteiga. É abuso sanitário, social e moral, os mais pobres serão duramente castigados. Do ponto de vista econômico, agrava a crise.”, afirmou Lacerda. Em um cenário de agravamento da pandemia, crescimento do desemprego, fechamento de empreendimentos locais e aumento do custo de vida, o presidente do Cofecon argumentou que os R$600 eram essenciais para que o problema não se torne ainda maior.

Sobre medidas práticas, Lacerda explicou que o argumento de que “o governo não pode gastar” é fraco. Ele disse, “A maior parte dos países amplia o déficit e a dívida pública com gastos extras forçados pela crise econômica e a pandemia. Os Estados Unidos têm adotado planos de peso para complemento de renda das pessoas e apoio a determinadas atividades. No nosso caso, a crise política eleva a incerteza”.

Para o presidente do Cofecon, impor teto de gastos é uma armadilha, pois não se sabe exatamente o que vem pela frente. “Estado não é família ou empresa. Ele tem obrigações mais amplas. Sem renda, as pessoas vão recorrer a quem? Qual é o limite das pessoas frente à humilhação, ao desemprego e à falta de renda?”, finalizou Lacerda.

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